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A
forma como o homem ordena e utiliza o meio à sua volta é responsável por
diversos conflitos envolvendo animais silvestres.
Ainda
que livros, professores e mesmo algumas instituições de pesquisa
insistam em chamá-los de animais nocivos, a ABFPAR entende que não
existem animais nocivos. Existem, sim, animais que, adaptando-se à
sobrevivência no espaço re-organizado pelo homem, são considerados
inconvenientes pela forma como interagem com as populações humanas que
decidiram modificar e habitar estes
locais.
Nas proximidades dos
aeroportos, a presença de aves pode ocasionar sérios danos às aeronaves
voando em baixas altitudes, colocando em risco a vida dos passageiros.
Em alguns aeroportos no sul do Brasil, a presença de lebres européias, animais exóticos
introduzidos pelo homem, chegam a atrapalhar operações de pouso e
decolagem, sendo muitas vezes combatidas através do extermínio à tiros.
Os aterros sanitários e
depósitos de lixo, devido a grande oferta de alimento, atraem e
sustentam grande quantidade de aves. Estes depósitos contém agentes
patogênicos como bactérias e vírus, que podem ser dispersados pelos
aves tanto através de seu contato com reservatórios de água e carcaças,
quanto pela ação de seus parasitas externos sobre outros hospedeiros,
como os animais domésticos e o homem.
Nas cidades, os pombos
constituem um problema para os agentes de saúde pública pois são
vetores de doenças graves como a criptococose, psitacose e salmonelose.
Além disso, são parasitados por piolhos, ácaros e pulgas, também
capazes de transmitir muitas outras doenças ao ser humano. As fezes dos
pombos ainda sujam e destroem o patrimônio pois são ácidas e deterioram
materiais.
Como resolver estes
problemas, na maior parte das vezes causados pela própria ação humana,
e afastar esses animais de forma segura, sem capturá-los ou
simplesmente exterminá-los?
A falcoaria tem se
firmado como uma das melhores soluções para esses conflitos. As
técnicas de falcoaria permitem o condicionamento de aves de rapina para
perseguir animais específicos, como gaivotas, pombos, pardais,
andorinhas, lebres, etc. A perseguição de indivíduos isolados por aves
de rapina treinadas apresenta, por sua vez, um efeito imediato
sobre toda a população de animais indesejáveis, que busca afastar-se
desses locais.
Assim, de uma forma
simples, limpa e ambientalmente correta, é possível contornar conflitos
criados pela própria atividade humana sem recorrer à métodos condenáveis,
como armas de fogo ou venenos.
Para obter maiores informações sobre como
implementar programas de controle de fauna em áreas urbanas e
aeroportos, basta entrar em contato com a ABFPAR através do e-mail.
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