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Muitos são os
telefonemas, cartas e e-mails enviados diariamente para a ABFPAR com
perguntas sobre aves de rapina e
falcoaria.
Todos estes
questionamentos constituem um excelente ponto de partida para o
esclarecimento do público em geral pois revelam, em si mesmos, os
desejos, dúvidas e entendimentos que uma parte dos brasileiros tem
sobre temas como legislação, ecologia, conservação do equilíbrio
natural, guarda de animais silvestres, etc.
Assim, para facilitar a transferência
destas informações, a ABFPAR optou por relacionar as perguntas mais
comumente feitas pelo público, organizando-as de acordo com o assunto
e respondendo-as todas de acordo com seu posicionamento institucional.
Se ainda lhe restar alguma dúvida ou
você tiver sugestões sobre como melhorar esta seção, basta enviar um
e-mail para
abfpar@yahoo.com.br
1. Aspectos legais da falcoaria.
1.1
A falcoaria é uma
atividade regulamentada no Brasil?
1.2
Como a ABFPAR desenvolve suas atividades dentro da lei?
1.3 Como
assim? Será publicada uma nova portaria de manejo de fauna?
1.4 Quando a falcoaria será regulamentada no Brasil?
2. Ética e falcoaria
2.1 Qual alimento é dado às aves de rapina trabalhadas pela
falcoaria?
2.2 Minha nossa! Elas comem ratos??
2.3 Mas não é errado matar animais?
2.4 Como assim valor de conservação?
2.5 Não entendi nada
e sou contra tudo isso!!!
3.
Capacitação da ABFPAR
3.1 Qual a formação da equipe técnica da ABFPAR?
3.2 Qual a experiência da ABFPAR no que se refere à
conservação de aves de rapina?
4. Posse de aves de rapina
4.1 Se eu me associar à ABFPAR terei direito a ter uma ave
de rapina?
4.2 Onde posso comprar uma ave de rapina?
4.3 Achei uma ave de rapina, posso ficar com ela?
5. Aprendizagem da falcoaria
5.1 Como
posso aprender a falcoaria?
5.2 Como
posso praticar a falcoaria?
5.3 Tenho uma ave de rapina em casa, como posso treiná-la?
5.4 É fácil aprender falcoaria? Quanto tempo leva?
6. Filiação à ABFPAR
6.1 O que é preciso para tornar-me sócio da ABFPAR?
6.2 Preciso ser biólogo, veterinário ou zootecnista para
tornar-me sócio?
6.3
Tenho uma ave de rapina em casa. Posso me associar à
ABFPAR?
1. Aspectos legais da falcoaria
1.1
A falcoaria é uma atividade regulamentada no Brasil?
Não. A falcoaria envolve a manutenção em cativeiro e o manejo de
animais silvestres na natureza, uma atividade que ainda não possui
legislação específica no Brasil.
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1.2 Como a ABFPAR desenvolve suas atividades dentro da lei?
Na ausência de legislação sobre o tema "falcoaria", a ABFPAR têm trabalhado em parceria como o IBAMA
através de termos de cooperação específicos. Está prevista a
publicação, pelo IBAMA, de uma nova portaria de manejo de fauna e já
foi anunciado que a falcoaria será regulamentada por um de seus
anexos.
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1.3 Como
assim? Será publicada uma nova portaria de manejo de fauna?
Sim. O IBAMA já anunciou sua
preparação e organizou reuniões técnicas visando, também, delimitar,
nessa mesma Portaria, parâmetros de controle para a prática da
falcoaria no Brasil.
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1.4 Quando a falcoaria será regulamentada no Brasil?
Não há uma data prevista para a publicação da nova
Portaria. Conforme
anunciado em sua própria página na Internet, o IBAMA ainda está
desenvolvendo o seu texto e ainda não há prazos estabelecidos.
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2.
Ética e falcoaria
2.1 Qual alimento é dado às aves de rapina trabalhadas pela
falcoaria?
Depende das condições da ave e do tipo de trabalho
sendo desenvolvido. Normalmente, a alimentação oferecida varia entre
pequenos animais inteiros, como ratos e codornas
domésticas, sendo complementada com.
pedaços de carne bovina e carne de frango.
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2.2 Minha nossa! Elas comem
outros animais??
Sim, como animais carnívoros, as aves de rapina
necessitam complementar sua dieta com uma série de aminoácidos,
vitaminas, minerais e substâncias nutritivas que são adequadamente
encontrados nos animais utilizados como alimento.
Por questões éticas, esses animais
são primeiramente sacrificados de forma rápida e indolor, sendo
posteriormente oferecidos às aves de rapina.
Animais só são oferecidos ainda vivos
em situações obrigatórias muito específicas, como, por
exemplo, para reforçar comportamentos reprodutivos visando a
reprodução em cativeiro ou durantes programas de reabilitação e
condicionamento físico, onde a perseguição e abate da presa é
importante para o sucesso da atividade.
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2.3 Mas
não é errado sacrificar esses animais?
A ABFPAR acredita que qualquer animal, silvestre ou
doméstico, mesmo aqueles criados em cativeiro unicamente para
ornamentação ou consumo humano, é importante e merecedor de respeito
pelo simples fato de possuir vida, bem maior também compartilhado por
nós seres humanos.
Entretanto, quando se trabalha com a conservação de
aves cuja alimentação natural são outros seres vivos, somos obrigados
a estabelecer prioridades e realizar escolhas em prol de sua
conservação.
Por este motivo, para permitir a correta manutenção de
aves com uma importante função natural, é necessário sacrificar
animais com um baixo valor de conservação.
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2.4 Como assim valor de conservação?
Por serem predadores de topo de cadeia alimentar, as
aves de rapina são responsáveis pela manutenção do equilíbrio
ecológico do meio em que vivem. Ao caçar animais fracos, doentes ou
não suficientemente adaptados, elas fazem com que apenas as presas mais
adaptadas se reproduzam, contribuindo para a manutenção da qualidade
genética das populações destes animais.
Devido à importância dessa função natural assumida
pelas aves de rapina, dizemos que elas possuem um alto valor de
conservação, ou seja, são aves cuja conservação na natureza é
importante para a manutenção do equilíbrio de outras espécies e por
isso devem ser protegidas à todo custo.
A maioria dos animais domésticos, como galinhas, por exemplo, possuem, por outro lado, uma reduzida
capacidade de influenciar o equilíbrio da natureza, assumindo assim um
pequeno valor de conservação quando comparados com uma ave de rapina.
No caso de aves de rapina que se pretende integrar à
vida em liberdade ou utilizar em programas de controle de fauna é
importante reforçar seu comportamento de caça, necessário à sua
sobrevivência e ao desempenho de sua função. Apenas por estes motivos
são utilizados animais vivos na sua alimentação.
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2.5 Não entendi nada e
sou contra tudo isso!!
Esse é o maior problema enfrentado pela falcoaria no
Brasil. O desconhecimento do público sobre a importância das aves de
rapina e sua função natural, aliado a noções errôneas sobre
conservação da natureza, prejudica o julgamento da falcoaria,
dificultando a aceitação da sua prática.
O público leigo tende a assimilar conceitos de
conservação superficiais, amplamente divulgados no meio televisivo,
apegando-se, muitas vezes de forma radical, à ideologias sem resultados práticos
alguns e dificultando a
realização de iniciativas sérias e realmente comprometidas com a
conservação da natureza.
Entre os objetivos da ABFPAR estão justamente o
esclarecimento do público sobre a necessidade conservar nossas aves
predadoras e a importância do trabalho científico para a construção de
conhecimentos sobre a fauna brasileira.
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3.
Capacitação da ABFPAR
3.1 Qual a formação da equipe técnica da ABFPAR?
A ABFPAR possui, compondo sua diretoria e quadro
societário, pessoas com diferentes formações e atuando nas mais
diferentes áreas. Seu conselho técnico, entretanto, é formado
essencialmente por veterinários e biólogos.
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3.2 Qual a experiência da ABFPAR no que se refere à
conservação de aves de rapina?
Como grupo heterogêneo que é, a ABFPAR possui membros
com experiência em diversas áreas. Há membros desenvolvendo atividades
nas áreas de clínica e cirurgia de aves, ecologia de aves predadoras
in situ (na natureza), comportamento animal, reabilitação,
reprodução em cativeiro, anilhamento, controle de aves em aeroportos,
resgate e triagem de aves em ambientes urbanos, etc.
Informações mais detalhadas sobre as atividades
desenvolvidas pelos sócios da ABFPAR podem ser encontradas na seção
“publicações”.
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4.
Posse de aves de rapina.
4.1 Se eu me associar à ABFPAR terei direito a ter uma ave
de rapina?
Não. A ABFPAR não fornece aves aos seus associados nem
lhes garante o direito de possuir uma.
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4.2 Onde posso comprar uma ave de rapina?
A compra de animais silvestres oriundos da natureza não
é permitida pela legislação brasileira. Para adquirir aves em situação
regular é necessário contatar criadouros autorizados pelo IBAMA ou
realizar a importação de uma. Mesmo adquirindo uma ave com origem
regular, não é permitido que particulares realizem o treino dessas
aves em situações que envolvam a perseguição de animais silvestres sem
a necessária autorização do IBAMA.
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4.3 Achei uma ave de rapina, posso ficar com ela?
A guarda doméstica de animais silvestres sem origem
legal é
restringida pela legislação brasileira, cabendo multa e autuação
criminal do responsável, conforme detalhado na seção
"Legal" deste website. A ABFPAR recomenda veementemente o
encaminhamento deste animal à unidade do IBAMA mais próxima de sua
casa.
Para maiores informações sobre como
contatar o IBAMA, acesse a lista de telefones do IBAMA nos estados
clicando aqui.
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5.
Aprendizagem da falcoaria
5.1 Como
posso aprender a falcoaria?
Sugerimos que se
associe à ABFPAR para que tenha acesso ao fórum, restrito aos
associados, para troca de informações e experiências. A bibliografia
disponível sobre o assunto está em outras línguas (especialmente em
espanhol e inglês), mas a ABFPAR disponibiliza para os seus associados, boletins
publicados em língua portuguesa.
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5.2 Como posso
praticar a falcoaria?
A falcoaria é uma atividade restringida pela legislação
brasileira. Sugerimos ao interessado entrar em contato com a ABFPAR e
solicitar informações sobre instituições que exercem a atividade com a devida autorização do IBAMA.
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5.3 Tenho uma ave de rapina em casa, como posso treiná-la?
A guarda doméstica de animais silvestres sem origem
legal é
restringida pela legislação brasileira, cabendo multa e autuação
criminal do responsável. A ABFPAR recomenda veementemente o
encaminhamento deste animal à unidade do IBAMA mais próxima de sua
casa.
Ainda que esta ave tenha sido
adquirida formalmente junto à um criadouro autorizado pelo IBAMA, sua
licença para guarda, representada pela nota fiscal de compra, não
autoriza o proprietário à utilizá-la para perseguir outros animais na
natureza
sem a necessária autorização do IBAMA.
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5.4 É fácil aprender falcoaria? Quanto tempo leva?
As grandes doses de paciência e
sensibilidade exigidas para a prática da falcoaria são justamente as
responsáveis pela compreensão de sua técnica como uma forma de arte
durante tantos séculos.
Objetivamente,
a prática da falcoaria exige dedicação diária obrigatória e
investimento financeiro considerável. O tempo de estudo corresponde
exatamente ao tempo de vida do interessado e seu aprendizado exige
muita dedicação e método.
Não é uma atividade recomendada para pessoas que viajem muito, sejam
indisciplinadas, impacientes, adeptas de modismos ou com interesses
passageiros.
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6.
Filiação à ABFPAR
6.1 O que é preciso para tornar-me sócio da ABFPAR?
Basta preencher a proposta de associação disponível na
seção “Associe-se” e enviá-la para análise conforme instruções
apresentadas. A filiação do interessado depende da aprovação da
diretoria da ABFPAR.
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6.2 Preciso ser biólogo, veterinário ou zootecnista para
tornar-me sócio?
Não, a ABFPAR não limita o ingresso de sócios com base
na sua educação ou área de atuação. Basta interessar-se pela
conservação de aves predadoras e respeitar a legislação brasileira.
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6.3 Tenho uma ave de rapina em casa. Posso me associar à
ABFPAR?
Não, a legislação
brasileira restringe a guarda doméstica ilegal de animais silvestres
oriundos da natureza e a ABFPAR não aprova condutas em desacordo com a lei.
Recomendamos veementemente a
entrega desta ave à unidade do IBAMA mais próxima de sua casa. Feito
isto, é possível associar-se à ABFPAR.
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